1
outubro

Você tem medo de quê?

Todos nós sentimos algum tipo de medo; sentimento, o qual, muitas vezes parece ser maior do que aquilo que poderíamos suportar. Temos medo do desconhecido, da ameaça de dor e de outras coisas que as pessoas possam nos induzir a sentir a fim de obter o controle sobre nossas emoções.

No estresse provocado pelo medo o coração acelera, as mãos suam, e o pavor é estampado em nossa face. Embora pareça incontrolável, precisamos aprender a vencer um fantasma que se aproxima de nós camuflados em nossas inseguranças, más experiências e ansiedades.

Alguns adultos, cansados da labuta do dia, intimidam suas crianças com histórias fantasmagóricas, as quais, no imaginário infantil, ganham vida e as aterrorizam.

Assim, elas facilmente transformam as sombras da noite em terríveis monstros; os passos de um animal no quintal em pegadas de lobisomem; e o quarto, na privação da luz, em calabouços. Muitos pais aplicam dentro de casa os mesmos procedimentos comuns de terroristas e torturadores, isto é, para obter o controle da situação apelam para o controle das emoções de seus filhos.
De crianças para adultos o medo esta sempre a nos perseguir, seja na pessoa de um dentista, professor, médico ou até mesmo na figura do papai Noel.
Muitas vezes, nosso medo está também associado a uma experiência contraria daquilo que esperávamos ou que nos foi apresentada. Em postos de saúdes ouvimos as mães dizer para seus filhos que a injeção não vai doer nada. Automaticamente, mais tarde, quando esta criança entrar numa farmácia ou ambulatório e sentir o cheiro peculiar do ambiente, encontrar pessoas vestidas de branco ou ver uma agulha de seringa, certamente vai fazer referencia a decepção vivida na dor da agulhada. A reação não será outra a não ser de tentar fugir e aprontar um berreiro no local.
(Aliás, era essa a minha reação quando precisei tomar 22 injeções quando criança, e isso há muito tempo…) Antes, melhor seria se falasse a verdade sobre a breve picada da agulha, confortando a criança com seu amparo, fazendo-a se sentir protegida mesmo depois da desagradável picada.
Prisioneiro de nossos próprios pensamentos, o medo nos paralisa e nos faz reféns. Vencê-lo não é uma tarefa fácil, a não ser que mudemos a maneira de pensar a respeito daquilo que parece ser o problema.
Muitos de nossos relacionamentos se tornarão difíceis especialmente se não conseguirmos desassociar a imagem da pessoa com quem convivemos com aquela  outra que nos fez sofrer num relacionamento passado.
Precisamos lembrar que cada pessoa é única. Hoje, alguém que vive às sombras de sua próprias insegurança, teme ousar em dar os primeiros passos em direção à sua própria liberdade.
A maneira que temos para controlar o sentimento de medo pode estar na maneira como reagimos a ele. Conhecendo a nossa historia ou de quem sofre, podemos melhorar a qualidade do relacionamento, ajudando a superar os temores. Pois, percebemos que  quando conseguimos entende melhor as coisas, a sombra de um galho refletido na janela não parecerá mais como as garras de um monstro que ronda o nosso quarto.
Publicado em AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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