21
outubro

Você finge ser feliz?

“Se alguém disser pra você não dançar
E que nessa festa você tá de fora
Que volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora…
Eu quero ser feliz agora!”
Música: Eu quero ser feliz agora/ Oswaldo Montenegro

Todos desejam ser felizes. Alguns já alcançaram sua felicidade, outros já não acreditam que seja possível, muitos fingem sua felicidade. A falsa felicidade pode se tornar automática. Na medida em que vamos repetindo este movimento, somos capazes de carregá-lo por toda a vida. Às vezes de tanto fingir, chegamos a acreditar que estamos um pouco felizes, mas a satisfação é curta e fria.

Pare um instante e relembre as pessoas que te cumprimentaram nesta semana, com a famosa pergunta:
- Olá! Tudo bem?
Será que sua resposta foi sincera? Ou será que automaticamente você respondeu:
- Sim, tudo bem. Mesmo sentindo-se mal, sozinha, triste, etc…
E porque fazemos isto? Porque mentir para o outro e para nós mesmos?
Talvez a pessoa que te indaga, não esteja preparada para ouvir sua resposta verdadeira. Cada dia que passa, o mundo está menos preparado para lidar com os próprios sentimentos. Mas isto não pode continuar assim, porque todos nós temos o direito de nos chatear, magoar, entristecer e de nos importar de verdade com aqueles que amamos e convivemos.

O mundo social e organizacional enfatiza que devemos conviver em grupos, através de encontros, trabalhos, atividades em geral. Em contrapartida criamos as redes sociais cibernéticas, que são de valia, se utilizadas com equilíbrio, mas em geral, a proteção da tela com computador facilita e alimenta a tal falsidade sentimental. Às vezes é mais fácil curtir a ideia de quem está longe, do que conversar sobre as ideias de quem está ao meu lado. Postamos fotos com melhores ângulos, sorrisos artificiais, pensamentos que achamos bonitos mas não os praticamos.

Em geral, para estarmos diante do outro, on line ou em carne e osso, achamos que não podemos ser quem realmente somos, seja porque as pessoas estão automatizadas a fingirem serem sempre felizes ou porque nem nós mesmos sabemos quem realmente somos.

É comum chegarem pessoas em meu consultório sem nenhuma percepção de si, sem nenhuma motivação real para suas vidas, muito desconfiadas do mundo, sentindo- se inseguras, tristes e solitárias.

A questão piora se esta pessoa que finge estar sempre bem, tem namorada, marido, filhos, família, amigos, pois acaba tendo que intensificar a farsa durante todo o tempo. Comumente é tida pelos que estão ao redor, como bem sucedida, exemplo a ser seguido, alicerce das relações. Mas quando deve refletir sobre a própria vida, acaba ficando ainda mais triste por enganar pessoas importantes, ou porque as pessoas a sua volta não enxergam seu sofrimento.

Estamos sujeitos a momentos difíceis, tristes, frustrações, mas todos merecem ser felizes. Conquistar a felicidade é saltar para dentro de nossos sentimentos, alterar nossa maneira de agir, nos respeitar e respeitar aos outros. É viver de verdade e aproveitar ao máximo os frutos que nossas vidas oferecem. Só a partir deste ponto cada um de nós saberá como viver a felicidade que nos espera.

Para se conquistar a real felicidade, é preciso ser honesto com si próprio, saber o que faz você sentir-se bem, relaxado, estimulado, compreender o que eu te preocupa, o que te desorganiza internamente, quais são os pontos a serem trabalhados e melhorados. Na terapia corporal biodinâmica, você tem a oportunidade de se sentir vivo através de seu corpo e de sua mente.

Para alcançar seus objetivos, através do autoconhecimento você poderá conhecer seus padrões de funcionamento, seu processo de auto sabotagem, aprender a se amar, a se respeitar, a utilizar nossa “mascara social” da melhor forma possível, enfim sentir-se feliz por ser quem você é e com as possibilidade de onde você poderá chegar.

E você quer ser feliz agora?

Tais Azevedo Psicóloga  www.psicologoscampinas.com.br

Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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