18
julho

Você escolhe ou é escolhido?

Desde a hora que acordamos até a hora em que vamos dormir estamos fazendo escolhas, mesmo que elas sejam feitas de forma automática ou inconscientemente. Até quando escolhemos não escolher, a escolha já foi tomada.

Mas porque às vezes é tão difícil realizarmos nossas escolhas? Porque nossa capacidade de escolha aumenta na medida em que se desenvolve nossa maturidade e a consciência de que somos responsáveis e não culpados por nossas escolhas. E a culpa é um dos nossos principais inimigos em qualquer processo de crescimento.

Muitas pessoas vivem na expectativa de serem escolhidas e depois se lamentam pelas conseqüências dessa espera, se colocam como vítimas da situação, como se nada pudessem ter feito para evitar. Isso pode acontecer pela falta de autoconhecimento. Quando falamos de relações amorosas então, se deixar escolher pode ser confundido como flerte ou conquista.
A impulsividade que gera atitudes precipitadas também pode levar a sofrimentos, que poderiam ser evitados facilmente se nos colocássemos em primeiro lugar ao tomar qualquer decisão.  Existem ainda pessoas muito carentes que para não ficar sozinhas, e ter que encarar seus medos, fantasias e limitações, acabam aceitando qualquer relacionamento, ou emendam um romance no outro, terminando e começando relações sem se dar conta de quais foram os pontos positivos, negativos, aprendizados e que tipo de amadurecimento conquistaram para passar esta fase e futuramente conquistar um relacionamento mais tranqüilo, prazeroso e construtivo.

Existem pessoas muito criticas, que já se machucaram anteriormente, ou inseguras, que temem se entregar a uma relação e sofrem com a desconfiança, com o ciúme ou com a solidão.
Para poder dar a volta por cima e ser a pessoa que escolhe o que fará parte da sua vida, é necessário que você saiba o que você realmente deseja viver, experimentar, aproveitar. Quando falamos de relação amorosa, é preciso saber quem é você, o que busca no parceiro, o que tem para oferecer. Nesta lista vale tudo, qualidade e defeitos, como o companheirismo, capacidade de ouvir as necessidades do outro, capacidade de se comunicar, gostos, preferências, ciúme, inseguranças, medos, enfim, tudo que envolve autoconhecimento.

Depois pense nas coisas que você acredita e carrega consigo, como por exemplo, o quanto você acredita que merece ser feliz, o quanto merece um parceiro ideal. Parece bobagem, mas se você não acredita que pode existir uma relação assim, ela dificilmente acontecerá. Aprender a tomar pequenas decisões favoráveis a você diariamente, vai proporcionando cada vez mais autonomia e liberdade para ousar e voar cada vez mais alto. Deixando a ansiedade controlada, você consegue estar mais atento às situações a sua volta e desta maneira pode agir com mais tranqüilidade.

Nossa história de vida está relacionada com o modo como realizamos escolhas, mas ela não nos impede de avançar quando temos uma dificuldade, quando decidimos que podemos aprender a fazer algo melhor para nós mesmos. Desta maneira, estamos escolhendo que rumo levará nossa vida.
Quando escolhemos, trazemos a tona nossa vontade de viver. Isso é um processo que exige consciência e em alguns casos, pode ser necessário receber a ajuda de um profissional. Neste momento, o processo de Psicoterapia, pode ser um facilitador para nossa conscientização daquilo que desejamos, que precisamos e que tememos.
Escolha e ação são processos essenciais na construção de uma vida sadia, responsável e feliz. Claro que tudo isso demanda força, coragem, consciência e energia e isso nem sempre é fácil.
Este processo é o que nos torna humanos. Por isso podemos cair e levantar, em função das nossas escolhas. Lembre – se de que a melhor escolha que fazemos é aquela que envolve os riscos e conseqüências. Se for vivida com responsabilidade, consciência e prazer de sermos o que somos, nossa vida será bem melhor.
E aí, o que você vai escolher hoje?

fonte: Jornal 100%vida                                                                                                                              
Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


Comentários via Facebook

comentários



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado