29
agosto

"TV não é lugar para diagnóstico", diz médico

A casa da norte-americana Barbara Salzer expõe sua obsessão no reality show Acumuladores

“Assistir a esse tipo de programa é como ver um acidente de carro. Temos essa curiosidade mórbida. E sentimos um alívio por não ser com a gente, como se nós tivéssemos escapado.”
“Quando alguém assiste a um programa sobre distúrbios, pode pensar: ‘Ainda bem que eu não sou assim’ ou ‘Eu não sou tão louco, ainda não cheguei a esse ponto’”, afirma o psiquiatra.

ACOMPANHAMENTO
O colecionismo existe, mas, segundo ele, não dá para diagnosticar alguém em um programa de TV.

“Quem vai te dizer se você tem algum problema não é um seriado de televisão nem uma vizinha, mas só um médico”, alerta Saddeh.
E, mesmo assim, o diagnóstico não é simples. “O médico vai precisar acompanhar essa pessoa para saber se ela realmente tem a doença. Todo mundo tem seus impulsos e suas ansiedades. Muitas vezes, isso não é clínico, é da própria condição humana”, explica.
Mas, então, por que tanta obsessão pelas doenças da alma? “Em muitos casos, as pessoas acham que ter um distúrbio pode ser uma solução, pois aí elas tomam um remédio e encontram a tal felicidade, que é tão vendida hoje em dia.”
O problema é que essa felicidade, sem nenhuma ansiedade ou tristeza, obviamente não existe.

Fonte: Folha

Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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