29
setembro

Suicídio aumenta cada ano

“ele tava tão bem, nos últimos meses não se estressava, não reclamava, ficou calmo… ele tava tão bem, se matou não sei porque”. Isso é Depressão.
Mais de 90% dos suicídios ocorrem no contexto de doença psiquiátrica sendo que a depressão se afigura de longe como a mais significativa. Anualmente, mais de 45.000 pessoas nos países da União Europeia morrem em consequência de suicídio. Em cada hora, mais de 5 homens e mulheres cometem suicídio. Estima-se que o número de tentativas de suicídio seja 8 vezes superior aos suicídios registados. As taxas de suicídio em cada país oscilam entre os 5 a 25 por cada 100.000 habitantes.

A depressão é um grave problema de saúde pública. Tem curso recorrente, muitas vezes crônico. Prejudicam a qualidade de vida dos indivíduos, mais do que qualquer outra doença. Frequentemente, conduzem ao suicídio e parassuicídio. Mais de 15% dos doentes com depressão major cometem suicídio.
Os índices elevados de suicídio são considerados como importantes indicadores do subdiagnóstico e subtratamento da depressão. Um estudo recente da OMS, a depressão foi a perturbação que nos países industrializados lidera a lista das patologias responsáveis pelo peso global da doença.
Um estudo revelou que 40% dos indivíduos que cometem suicídio consultaram um médico nas 4 semanas anteriores à passagem ao ato suicida. Há necessidade de se empreenderem intervenções sustentadas ao nível dos cuidados de saúde primários.
Apesar da disponibilidade de tratamentos efetivos (antidepressivos, psicoterapia), apenas 10% dos doentes deprimidos recebem cuidados adequados. Os motivos para o subdiagnóstico e subtratamento da depressão derivam principalmente de barreiras e déficits ao nível dos profissionais prestadores de cuidados de saúde primários, como falta de conhecimentos relativamente ao diagnóstico e tratamento da depressão, subvalorização da gravidade.
O pior fator ainda são as crenças da população. “A depressão não é uma doença” ou deve-se “a fracasso pessoal”. Além de que o próprio doente deprimido tem desesperança, falta de energia para procurar ajuda, insegurança, medo e é sensível a criticas de que é um “fraco” e “preguiçoso”. 
Dr. Tarcio, médico-psiquiatra
  
Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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