5
outubro

Ser feliz – Quanto custa?

Pesquisas mostram que nosso cérebro se engana quando pensa que tirar na loteria, ter uma casa na praia, um carro novo ou uma grande paixão nos deixariam mais satisfeitos. Sem nada disso estamos fadados à felicidade.

Atingir coisas como ter muito dinheiro, linda casa na praia, o carro bonito dos sonhos criam uma sensação muito boa. Mas não dura muito. Após décadas pesquisando o assunto, psicólogos, neurocientistas e economistas chegaram à conclusão de que o dinheiro traz felicidade, sim, mas não tanto quanto imaginamos.
E quem gasta muito acaba prejudicado na hora de aproveitar pequenos prazeres essenciais à boa vida, como jantar fora na companhia dos amigos ou saborear lentamente uma barra de chocolate.
As descobertas no campo da ciência não se voltaram contra o dinheiro. Elas propõem, na verdade, uma relação diferente com o saldo bancário e uma nova maneira de distribuir os gastos do mês. Indicam que devemos priorizar investimentos que trazem boas experiências e relacionamentos.
Pesquisadores divulgaram o estudo “Se o dinheiro não te faz feliz, então você não está gastando direito”.
Eles questionam o fato de que, se grana traz essa alegria toda, por que é que os milionários não estão mais felizes do que a média da população mundial? A resposta é que a maioria de nós não faz ideia de quais são os gastos que realmente trarão o contentamento que esperamos.
“Recentemente comprei um par de botas de R$ 3 mil”, diz uma estudante de 23 anos, que nunca teve que se preocupar em comparar preços, ao descrever uma tarde de compras comum em seu dia a dia.
“Depois de algum tempo, as botas já estavam encostadas no fundo do armário, junto com tantas outras que tenho. E eu não estava mais feliz”, afirma. “É legal entrar em uma loja sem olhar o preço, mas no final das contas o que me faz melhor hoje é passar tempo com as pessoas de que gosto”.
Gastos exorbitantes não tornam ninguém mais feliz no longo prazo. Ao contrário. Cria frustração.
Pagar por uma refeição especial (pode ser uma tapioca especial), cursos de idiomas ou viagens curtas trazem muito mais retorno para a construção da felicidade duradoura, pois nos ajudam a estabelecer conexões pessoais. E sermos realmente felizes
Dr.tarcio
Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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