24
novembro

Rejeição na separação é semelhante à abstinência a drogas

Rejeição por um parceiro em uma relação amorosa é algo muito doloroso. Novas pesquisas sugerem que o trauma é grave porque afeta rejeição afetiva em áreas primitivas do cérebro associada com a motivação, recompensa e dependência.

Usando ressonância magnética funcional, pesquisadores registraram a atividade cerebral de 15 adultos em idade universitária, que tinham sidos recentemente rejeitados por seus parceiros e que estavam ainda intensamente “apaixonados”.

Ao ver fotografias de seus ex-parceiros, várias áreas dos cérebros dos participantes foram ativados, incluindo a área tegmental ventral, que controla a motivação e recompensa e é conhecida por estar envolvida em sentimentos de amor romântico, o núcleo accumbens e córtex orbitofrontal / pré-frontal.

Essas áreas estão associados com paixão e vício, mais especificamente o sistema de recompensa dopaminérgico evidente no vício em cocaína, e o córtex insular e o cingulado anterior, que estão associados com a dor física e angústia.

Ao relacionar essas áreas específicas do cérebro à rejeição romântica, a pesquisa fornece a introspecção dos sentimentos angustiantes que podem acompanhar uma separação, bem como os comportamentos extremos que podem ocorrer como resultado, como perseguição, homicídio e suicídio.

O amor romântico, em ambos felizes e infelizes circunstâncias, pode ser um “vício natural”.

Os resultados sugerem que a dor da rejeição amorosa pode ser uma parte necessária da vida que a natureza construiu em nossa anatomia e fisiologia. A recuperação natural, para voltar a se relacionar com outra pessoa, está também em nossa fisiologia.

Dr. Tarcio

Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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