27
novembro

Querer

Acabei de ler uma história magnífica e não sossegaria se não a contasse a vocês: um rapaz chamado John Maclean era atleta, jogador de rúgbi, bonito e saudável. Em um triste dia quando andava de bicicleta em uma rodovia foi atingido por um caminhão a 100 Km/h. Quebrou 15 ossos (a coluna em 3 lugares, o que o deixou paraplégico). Ninguém achou que sobreviveria, mas ele resolveu viver.

Com uma recuperação lenta e muito dolorosa ele foi se adaptando a esta nova vida. Fazia parte de sua recuperação a terapia na água, e na sua primeira tentativa ele só conseguiu dar duas braçadas e precisou ser retirado da piscina exausto.

Se ele houvesse somente conseguido se recuperar e assumir esta nova condição já seria um feito incrível, mas ele resolveu voltar a ser atleta, mesmo numa cadeira de rodas. Treinou muito, se esforçou mais ainda, e fez o que é nato do ser humano, se superou: ele participou do Triatlo de Nepean (nadar 1 Km, pedalar em bicicleta adaptada 40 Km e correr de cadeira de rodas 12 Km) e o dificílimo Ironman havaiano.

Depois disso resolveu que seu próximo desafio seria atravessar o canal da mancha. E ele conseguiu nadando, pasmem, 12 horas e 55 minutos!! Lembrem-se de que no período de recuperação ele só conseguiu dar duas braçadas.

Não seria necessário dizer mais nada, né?
Este é um exemplo da capacidade do querer humano. Somos capazes de muita coisa, somos capazes de superar as adversidades, de superarmos a nós mesmos, de fazer coisas incríveis, mas só se nós quisermos.

O homem tem como se expandir até seu máximo e ainda assim chegar um pouco mais além a cada tentativa. Essa capacidade de superação é contrária à capacidade de conformismo e estagnação, ou seja, tanto temos força para uma coisa como para a outra. Geralmente as pessoas optam pela segunda opção, infelizmente. E quando olham para o outro que conseguiu, que se superou não pensam que também podem, não o usam como exemplo, simplesmente não conseguem olhar para si e reconhecer o seu próprio potencial.

Vamos raciocinar juntos: todos os seres humanos são iguais. Possuímos o mesmo número de músculos, de órgãos internos, nosso cérebro não tem componentes diferentes, somos iguais em tudo. Pelo menos não conheço nenhum alienígena. Partindo disso, tudo o que o outro conseguir fazer, eu conseguirei também. É certo que podemos ter aptidões diferentes, facilidades para uma coisa ou outra, mas a capacidade de se superar e de querer é igual. Alguns a chamam de força-de-vontade. E por que algumas pessoas têm demais e outras não têm? A resposta é simples: porque é a opção de cada um. Capacidade de realização todos têm, mas só alguns querem de verdade.

É uma pena pensar em tudo que as pessoas têm de potencial para a realização e acabam se acomodando e não fazendo nada para mudar, para se realizar. Se estão em um emprego ruim, não vão atrás de outro por medo. Nem olham os classificados. Se querem estudar alguma coisa, dizem “pra quê? Já estou velho pra isso”. Se tem algum problema: “eu sou assim mesmo, não dá pra mudar”. Isso é um veneno! A cada vez que a pessoa diz “isso eu não consigo”, ela está cada vez mais longe da realização.

O homem precisa de realização, precisa se sentir útil, precisa dar um sentido para a sua vida. Mas nada disso vem sozinho, tudo exige esforço. Para ter projeção no seu trabalho, é preciso seu querer. Para ser uma boa mãe é preciso se dedicar e dar o seu melhor. Para dar aquelas reviravoltas necessárias na vida é preciso coragem e esforço. Se você ficar parado, acomodado na sua situação, somente desejando, nada vai mudar, nada vai acontecer. É preciso coragem, querer, determinação, ir à luta. O que você está esperando? Será que o exemplo citado não foi suficiente?

Escrito por Maria de Fátima Hiss Olivares

Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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