14
novembro

O Ronco e a Apnéia Obstrutiva do Sono e o tratamento fonoaudiológico

Você sabia que o roncar pode trazer problemas para sua saúde?

Se antigamente o ronco era sinal de sono profundo, agora ganhou status de alerta.

O ronco tem sido preocupação freqüente de especialistas por causar problemas sociais, emocionais, de saúde e até conjugais, que afetam a qualidade de vida do paciente roncador.

Mas, o que é o ronco?

O ronco é ruído causado pela vibração das estruturas da via respiratória que relaxam durante o sono. Pode ser normal, também chamado de posicional – dependendo da postura, pode favorecer o deslocamento do queixo para trás e a compressão da faringe, o que ocasiona estreitamento da região e vibração das estruturas adjacentes.

E, pode ser patológico provocado por diversos fatores:

- flacidez da musculatura;

- sobrepeso;

- problemas respiratórios;

- deformidades do nariz ou do septo nasal.

O ronco pode levar a uma doença grave?

Em algumas pessoas o ronco pode ser causado por um distúrbio chamado Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS). Neste caso, os tecidos moles da orofaringe obstruem as vias aéreas e impedem a respiração, causando ruído e pausas respiratórias que podem durar de 10 segundos ou mais, conhecidas como apnéia.

Eventualmente, a falta de oxigenação do sangue pode fazer com que a pessoa tenha microdespetares durante o sono, seguida de um ronco mais alto ou um engasgo. Quando não tratada, pode ser potencialmente fatal. O ronco e a apnéia do sono são fatores de risco para desenvolver a hipertensão arterial, derrame e complicações cardiovasculares.

Como identificar o problema?

O diagnóstico pode ser feito por meio de avaliação médica e exames como a polissonografia e videoendoscopia nasal e laríngea. As queixas mais freqüentes dos pacientes roncadores são: hipersonolência diurna, cansaço, irritação, dificuldade de atenção e memória e alteração do humor.

Tem tratamento?

O tratamento envolvia algumas possibilidades – dependendo do grau e causas do ronco e apnéia, dentre elas: aparelhos intra-orais, uso de respirador artificial (conhecido como CPAP) e cirurgias. Hoje, outro tratamento tem apresentado resultados satisfatórios, que aliviam o incômodo e melhoram a qualidade de vida em curto prazo: a TERAPIA FONOAUDILÓGICA.

A FONOTERAPIA trabalha diretamente a musculatura envolvida na respiração e de ou tras funções, como a mastigação e deglutição. Pode reduzir em até 40% a gravidade e os sintomas, visando à melhora da postura, da sensibilidade e propriocepção, do tônus e mobilidade da musculatura orofacial e faríngea. Para tanto, são utilizados recursos como conscientização do problema, percepção postural, higiene do sono e exercícios de fortalecimento e coordenação dos músculos da língua, lábios, bochechas e palato mole.

A melhora pode ser “medida” com os exames objetivos e documentação de foto e filmagem dessas funções pré e pós fonoterapia, bem como o relato das pessoas que foram tratadas. A melhora da qualidade de vida é enorme, tanto para o paciente quanto para o cônjuge.

Se você ronca agende uma avaliação. Se você conhece alguém que sofre deste problema indique a ajuda de um profissional!

Thais Maziviero – Fonoaudióloga

Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE, SAÚDE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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