29
setembro

Ninguém escapa do bicho chamado estresse

Os dias atuais, ninguém está livre do estresse. A doença, identificada há 75 anos pelo médico húngaro Hans Selye, atinge 100% da população, em maior ou menor grau. E o povo brasileiro já é o segundo mais estressado do mundo, atrás apenas dos japoneses.

O maior problema é que se trata de uma doença com causas variadas, que pode ser confundida com muitas outras. Para complicar, provoca reações das mais diversas possíveis. De uma irritação de pele a ataque cardíaco, passando pela depressão e suicídio.
A garotinha Juliane, 4 anos, ainda está no primeiro ano de pré-escola, mas já é vítima do estresse. Pouco acima do peso, a menina sofreu bullying e teve que mudar de escola.
“Ela ficou doente, baixou a resistência imunológica e o jeito foi mudar de escola e fazer tratamento. O médico identificou como estresse, nunca imaginei”, conta a mãe, que pediu para não ser identificada.
No outro lado da vida, José dos Santos, 74 anos, teve que fazer tratamento por 3 anos, depois de se aposentar. “Começou com picos de pressão alta que não havia remédio que controlasse, daí apareceu a depressão; não tinha vontade para nada. 
O médico descobriu que era estresse, por ter mudado o ritmo de vida de uma hora pra outra”, conta.
De crianças a idosos, com ênfase maior na chamada ‘idade produtiva’ (dos 15 aos 44 anos), o estresse aparece como uma reação exagerada do organismo a um acontecimento qualquer, como uma mudança de casa ou uma ‘fechada’ no trânsito.
O problema é que depois da tensão, o corpo precisa relaxar para manter o equilíbrio e a saúde. Exposto eventualmente a essas mudanças emotivas bruscas o organismo se reequilibra sem problemas, mas a frequência diária de ocorrências estressoras leva as problemas de saúde.
Especialistas explicam que ser emocional, a reação do corpo é física. A tensão leva a glândula hipófise a produzir maior quantidade do hormônio chamado adrenocorticotrófico, que age sobre as glândulas suprarrenais.
Estas passam a produzir os hormônios glicocorticoides, como o cortisol. Este hormônio aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos. Essa sequência de eventos provoca um aumento do nível de aminoácidos no sangue, que servem ao fígado para a produção de glucose, levando à elevação do nível de açúcar no sangue. O que se segue daí é uma reação em cadeia com resultados imprevisíveis. Fonte
Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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