16
novembro

Felicidade x Despreparo

Ao conviver com a geração de hoje percebe-se o quão despreparada está para enfrentar os desafios do mundo atual. Frente a qualquer dificuldade encontrada os indivíduos desistem e não procuram soluções para os problemas.

Percebo que isso torna essa geração, tão cheia de recursos, habilidades e ferramentas, bastante sofredora tanto do ponto de vista psicológico e pessoal como da dignidade e caráter de vida dessas pessoas.

Geralmente esse é o histórico de sujeitos superprotegidos na infância, que aprenderam apenas esperar pelo pai e pela mãe, estes na sua vã percepção de que deveriam dar aos filhos tudo o que não tiveram, acabam cometendo um grande erro, tornam os filhos dependentes dos pais e frágeis na sociedade e na vida.

Os estreantes na vida adulta, na maioria, esperam receber do mundo a mesma complacência obtida com os pais, que aparentemente são titulados como devedores, e sempre necessitam estar oferecendo cada vez mais aos filhos. Buscam incansavelmente não frustrar os filhos que crescem e se desenvolvem dentro dessa visão de que a frustração não deve existir na vida deles.

Assim, por mais que estudem nas melhores escolas, tenham os melhores instrumentos tecnológicos disponíveis e tudo mais que desejam, são incapazes de aproveitar e desfrutar de tudo de forma saudável e oportuna para um crescimento pessoal e intelectual. Pois tem a falsa certeza de que tudo será perfeito e de que a felicidade é uma questão de dias ou de determinadas circunstâncias, que logo chegará, é só esperar.

O conceito de que a felicidade é construída e de que deve ser buscada não é vivenciada por tais indivíduos. E o que é bastante obvio e que certamente ocorrerá com os mesmos é a frustração de algo que não deu certo ou simplesmente não aconteceu da forma como queriam. Então tem inicio um grande desespero por não saber lidar com essa situação de decepção, neste rumo muitos entram em um estado de desânimo e depressão, do qual poucos conseguem sair e muito menos ainda superar.

Outros colocam a culpa de suas decepções em outras pessoas e também nos próprios pais. Tornam-se, ainda, sujeitos conformados ou inconformados com a vida, que não sabem mediar ambas as ocasiões de mudar ou de transformar a própria realidade que os envolve. A questão principal que se deve fazer entender nos indivíduos de hoje é as premissas básicas do esforço e da frustração, para tanto é fundamental que se faça um confrontamento simultâneo e continuo entre os limites da condição humana do sujeito com suas capacidades individuais.

Isto parece simples, no entanto é muito complicado se olharmos o contexto da sociedade, a qual além de não vivenciar valores humanos, ainda põem na retaguarda quem com ela não compartilha os mesmos princípios, embora esses sendo na sua grande parte a negação de tudo que se julga correto. É evidente que a orientação e a proteção dos pais são indispensáveis, no entanto, não se pode deixar que isso altere de maneira exagerada a personalidade e a constituição humana do sujeito.

E ainda, é necessária a confiança de que os pais estarão sempre prontos para auxiliar o filho nas dificuldades, mas que não irão enfrentá-las por ele, e que as vezes que se frustrarem e se machucarem na busca da sua própria felicidade, a família será o conforto e estará sempre disposta a ouvir a narrativa da sua história de vida em todos os momentos, isso irá compor um espaço para um diálogo mais franco e aberto. E principalmente na certeza, de que o esforço é necessário para atingir o sucesso, os sujeitos tornaram-se pessoas mais responsáveis e comprometidas com as suas escolhas no percurso para alcançarem o que desejam. Além de desenvolver nos mesmos a autoconfiança e a segurança em si próprios.

Texto encontrado na net (Autor desconhecido)

Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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