11
junho

‘Falta tudo’, afirma único médico de cidade no Amapá; assista

Juan Gorena, 64, começa a trabalhar às 8h. Termina o expediente às 13h e volta para o hotelzinho em que mora. Às 15h, o telefone toca e ele precisa retornar ao trabalho. Às 21h, é chamado de novo. Recebe um novo telefonema às 3h. “Eu acordo toda hora e durmo toda hora”, diz.

Gorena é o único médico que atende o município de Amapá (AP), com cerca de 8.000 habitantes. O Estado em que trabalha tem o segundo pior índice de médicos por mil habitantes do país (0,76), segundo o Ministério da Saúde. A média nacional é 1,8.

“Não existe um dia de folga pra mim. E por incrível que pareça, médico também precisa de folga. Estou com um problema dentário, mas como faço, se não posso sair?”

 Mesmo trabalhando sozinho, o boliviano formado em Minas Gerais não acredita que o programa do Ministério da Saúde para trazer médicos estrangeiros ao país vá resolver o problema. Como a maioria de seus colegas, diz que o pior no Amapá não é a falta de médicos, mas de condições de trabalho. Veja matéria completa no folha de são paulo

Publicado em AUTOCONTROLE, NOTÍCIAS, REPORTAGEM, SAÚDE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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