20
julho

Exercitando a auto-estima!

De modo geral, ouvimos falar sobre auto-estima, mas será que sabemos o que é e como podemos desenvolvê-la? Antes de tudo é essencial definirmos auto-estima, pois o conteúdo que aprendemos a respeito é apenas conceitual. 

Na educação convencional, dificilmente existem orientações efetivas sobre a sua aplicação funcional em nossas vidas. Será que ter auto-estima é repetir frases e jargões do tipo: “ame-se, pense positivo!”, “tenha esperança que tudo vai melhorar!”, ou ainda, “eu me amo por isso comprei um carro novo”. Será mesmo que apenas isso resolve as necessidades de alguém com auto-estima precária?
A auto-estima das pessoas que convivem em uma determinada tribo (país, estado, cidade, grupo), é diretamente proporcional às crenças e conceitos nela enraizadas. Em nosso país, que valores são mais cultuados? O bem estar, a riqueza, o reconhecimento como mérito de quem conquistou seu espaço, ou o sofrimento, as dificuldades, a maldade e as críticas? Como falar de auto-estima para quem nem acredita que deve se estimar, apenas por ser quem é? Grande parte das linhas filosóficas diz que merecemos “louros” (congratulações) por estarmos vivos, mas será que nós assimilamos diariamente esta convicção?
Estimar-se é gostar de si mesmo, de aprender novas tarefas, de explorar seus potenciais, de estar em sua própria companhia. A pessoa que se estima, é pró-ativa, gosta do que faz, a cada dia desenvolve mais seus talentos, gosta de viver, se esforça para atingir seus objetivos de maneira pacífica e responsável. Contrariamente às pessoas com auto-estima precária, estas reconhecem seus esforços sem depender da aprovação e apoio alheios, e quando os resultados de seus projetos não são satisfatórios, não culpam os outros, o mundo ou o governo por seus desapontamentos, mas se responsabilizam por suas atitudes na vida, e, num determinado prazo de tempo reúnem suas forças para recomeçar com mais inteligência, dando-se o mérito por terem tido tal oportunidade.
 
As pessoas que não se estimam não se gostam, não se sentem bem na sua própria companhia, dependem da força e motivação dos outros, da aprovação, dos “aplausos” e dos elogios do mundo. Não conseguem ficar sozinhas, desconfiam de tudo, nunca se sentem seguras e apesar de terem realizado planos bem sucedidos, estão sempre insatisfeitos consigo e com suas vidas, achando que deveriam estar numa outra vida, com outra família, num outro contexto, já que valorizam a dificuldade e o sacrifício, fantasiando a felicidade como algo impossível. Desta forma, negam-se a “arregaçar as mangas” e buscar outros caminhos, pois será mais fácil arranjar desculpas e subterfúgios para justificar sua vida fracassada.
Certamente, você já teve contato com pessoas de auto-estima baixa. São aquelas que se sentem tão fracassadas, que se o seu time de futebol perde o jogo, parece que foi ele quem perdeu, fica bravo pelo resto do dia e se zanga com todos. Estas pessoas se projetam em seu time de futebol, em seu filho que perdeu o emprego, olham tão focadamente para os “coitados” no mundo, que acabam por atrair tipos de pessoas bem parecidas com seu modo de agir para se relacionar. 
Uma lástima… Por outro lado, você também já experimentou momentos de auto-estima elevada, ou ao menos conhece alguém que apesar de não estar sorrindo (artificialmente) o tempo todo, é calmo, carrega paz e sempre traz palavras simples, encorajando a si próprio e aos colegas que estão no mesmo ambiente. Estas pessoas estão mais bem humoradas e não se prendem ao que têm ou ao que fizeram, mas sim ao que são, ao que já demonstraram a si mesmas que podem fazer. 
Você já deve ter conhecido alguém que após alguma decepção, escolheu tomar a atitude de renovar sua vida, não simplesmente como uma fachada, mas em busca verdadeiramente de seus objetivos, com calma e clareza, no caminho do bem-estar, desenvolvendo paciência (não confundir com passividade), confiança e uma nova vida. Qual é a diferença entre essas pessoas? Como desenvolver e treinar sua auto-estima?
Tenho a sugestão de um exercício simples para que você se estime mais. Há quanto tempo você não se dá parabéns por algo que fez? Acredito no ser humano e sei que você pode reconhecer-se para que não precise do reconhecimento do mundo. Embora saibamos que não vivemos isolados e precisamos viver em comunidade, o fato é que depender do elogio do outro ou do apoio das pessoas é uma neurose muito comum e até muito aceita socialmente. Por exemplo: como é possível se dar parabéns, se o auto-elogio é mal visto? Não digo o elogio falso e arrogante, muito pelo contrário, pois quando nos reconhecemos pelo que somos não precisamos falar para as pessoas a respeito disto, o que é muito mais efetivo e funcional. Quando transmitimos auto-respeito, atraímos quem tem melhor auto-estima ao nosso redor.
Sei que você consegue fazer esta lição, que parece estranha, pois quem se elogia e reconhece algo de bom em si mesmo é tido como “arrogante”, alguém que quer aparecer. Você nunca notou isso? Perceba que curiosamente, aqueles que não aparecem e não se destacam, são justamente aqueles que têm medo do sucesso e que dificilmente aguentam as críticas do mundo, o julgamento, a inveja, o ciúmes, as cobranças sociais, que estão cada vez mais presentes e não vão cessar. O que você prefere: ser um servo dos conceitos sociais por ter auto-estima baixa como a maioria, ou ter a coragem de reconhecer seus potenciais e exercitar sua auto-estima elevada? É uma opção somente sua! Pense bem e até a próxima…
                                                                                                                                                                Fonte: jornal100%vida
Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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