7
julho

Decepção amorosa como gatilho para depressão


Decepção amorosa, ou seja, pessoas que se relacionam de uma maneira apaixonada, criam o que a gente chama de Dependência Emocional, ou seja, coloca a própria felicidade ou a própria vida na mão de outras pessoas. E acaba não sendo um companheiro, acaba sendo até um certo peso.

O companheiro dessa pessoa, sentindo isso no decorrer do tempo, ou seja, que não conta com um companheiro e sim com alguém que se alimenta do seu sangue amoroso, digamos assim, uma espécie de vampiro emocional, pode acabar encontrando uma outra pessoa que realmente é um companheiro. E acaba rompendo, ou querendo romper com essa ligação quase obsessiva, uma fixação mental, que gera um autêntico processo obsessivo.

O lado sadio da relação acaba querendo se desvencilhar disso, alguns até com algum critério de respeito com aquele que conviveu a vida com ele por algum tempo. Passa até por um processo terapêutico, para que essa separação seja menos dolorida. Mas tem pessoas que se desvinculam da outra, meio de mal jeito e acaba deixando no abandonado, a sensação de desprezo, na qual ele acaba caindo numa baixa auto-estima, achando que a vida dele só existia em função da vida do outro, o que definimos como Dependência Emocional.

Autopiedade

Daí nasce o que chamamos de Auto-Piedade. A pessoa fica com muita pena de si mesma, fecha o mundo a sua volta, não enxerga mais nada, faz o que chamamos de “Visão de Túnel” e daí começa a entrar nas “Crises de Birra”, ou seja, “o mundo não é do jeito que eu quero, então eu não brinco mais”. Em outras palavras, fica pensando até em “deixar de viver”.

Frase: “Quem se mata por amor, não pensou direito” (Suely Caldas Schuber)

Se eu acordo de manhã, se quem eu amo, está bem, então eu estou bem, se ele está mal então eu estou mal, ou seja, minha vida está na vida do outro.

Eu posso me preocupar com algum mal que esteja assolando a vida do outro, ou me ocupar com alguma coisa na vida do outro. Mas não me conectar com a vida do outro, como se minha vida estivesse conectada em um link. Por exemplo, um vírus de computador chamado “Cavalo de Tróia”, no qual sempre que eu aciono um programa infectado, ele aciona um outro que afeta todo o funcionamento da máquina, levando isso ao nosso corpo, seria, que esse vínculo com o outro iria ativar um ponto em nosso inconsciente, acionando comportamentos que mais cedo, mais tarde vai degerar em processos patológicos.

Paixão

Daí vem a palavra paixão, as pessoas dizem muito “estou apaixonado”. Paixão vem da palavra “Patos”, que é de patologia, doença. Então quem está apaixonado está doente, provavelmente iniciando um processo, que se ele não deter, vai se transformar em um dependente emocional, principalmente se ele traz dentro de si a idéia de posse. Se você está apaixonado por alguém, depende emocionalmente de alguém, com certeza você vai querer manter esse alguém do seu lado como se fosse seu, propriedade sua.

E para pessoas que tem esse pensamento, é muito difícil ter o Desligamento Emocional, que é o caminho inverso da dependência emocional, ou seja, ter de volta seu equilíbrio emocional.

Desligamento Emocional

Com o Desligamento Emocional você aprende o “Viver e Deixar Viver”, ou seja, vamos conviver em paz e compartilhar as nossas vidas da melhor maneira possível.

Não dá mais para compartilharmos nosso relacionamento? É essa a vontade gerada pelas situações da vida? Então a gente se submete a vontade delas e poderemos até lamentar, pois quando a gente compartilha a vida com alguém que a gente gosta, e tudo dá certo e funciona, a gente tem muito prazer com isso. Mas se a vontade da vida é que nós possamos participar de situações em que a gente engrandeça o nosso coração, embarcando nele muito mais pessoas do que apenas UMA PESSOA (que pode ser o nosso marido, mulher, filho(a), Pai, Mãe, etc).

Estaremos partindo para um novo padrão, de onde a primeira conquista que fazemos é o desligamento emocional, aprendendo a viver e deixar viver.

É recuperar a nossa Autoestima. Recuperar a nossa Autoestima significa: “Olha, eu estou bem, com aquela pessoa, sem ela ou apesar dela.”

Em busca da Autoestima

Eu lamento que algumas coisas difíceis, ruins ou “não gostosas” , aqui a definição de ruim pode ser levada a uma coisa que talvez não seja gostosa, mas que com certeza tem alguma coisa boa por trás disso. Não é porque eu não sei para que servem essas coisas que eu julgo serem “ruins” é que eu vou sofrer. Isso se chama Autoestima.

Eu continuo cuidando de mim, pois a minha vida depende de mim, com as pessoas, sem elas ou apesar delas.

E com isso a gente consegue caminhar para um outro estágio que é o da recuperação da autoestima, autonomia individual, ou seja, com as pessoas sem elas ou apesar delas, eu vivo bem.

Faz com que eu me submeta ou aceite essa dor até com um certo prazer, sabendo que com isso eu vou crescer. Da mesma maneira que um halterofilista não vai em uma academia levantar pesinhos de algodão, ele quer é sofrer com os pesos e se submete a isso pois ele terá um ganho imediato, seja ele físico, financeiro, vaidade, etc, mas ele tem, por isso ele se submete.

Da mesma maneira que alguém se deita em uma mesa cirúrgica e aparece todo cortado no dia seguinte, porque sabe que vai estar melhorando a sua qualidade de vida.

Existe uma frase que diz, mais ou menos assim : “Se tua mão é causa de dor, então arranca ela fora”, claro que não vamos levar isso ao pé da letra, mas isso significa que se você identifica em você alguma coisa que ainda te afasta do equilíbrio emocional, especialmente a tendência de fazer ligações patológicas, ou seja, apaixonadas, com pessoas, coisas, idéias, etc.

Existem pessoas apaixonadas pelos seus títulos, pela escola em que se formou, apaixonada por um ideal, que muitas vezes a afastam da necessidade da maioria, ou do equilíbrio emocional, acaba não tendo mais amor-próprio perde a autoestima, porque pensa que só se sente bem sendo aprovada por todos, aquela tentativa insana de tentar agradar a todo mundo o tempo todo. Mas se eu conseguir esse caminho inverso que é a autonomia ou autoestima eu vou chegar ao amor-próprio.

fonte

Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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8 ideias sobre “Decepção amorosa como gatilho para depressão

  1. É,moço tenho depressão à mais de 20,anos,mesmo com remedios controlados,eu sou muito emotiva,chorona,estou aqui á essa hr poque perdi o sono,por causa de minha neta,mora em frente de minha casa e desde terça-feira não posso vela-la direito ficar com ela dormir com ela,estou escrevendo mais chorando,esses dias minha vida é chorar por falta dela e egoismo da mãe,nunca me meti em nada ela estava gritando feito louca ,pensei que meu filho tivesse perdido a paciencia,estava batendo nela,só entrei falei tres palavras,tipo vcs querem deixar a menina traumatizada,e sai,não vou na casa deles não participo de nada ai com essas coisas,eu estou na pior penso até em fazer besteira ,poxa ela é tudo pra nós,e agora tão perto e tão longe não sei mais o que fazer.DESCULPA bjs,ainda bem que existe o face…..

  2. Valeu demais por essa explicação super suscinta mas que vai direto na veia do problema. Realmente eu também sofri muito por causa de paixão, e se sofri, então é sinal de que paixões realmente não são boas, porque elas nos bota numa situação muito de dependência, de sair de nosso próprio centro, e de viver pensando na outra pessoa, e isso não é saudável. Até penso que se fosse para nos preocuparmos tanto assim com uma outra pessoa, ao ponto de sairmos de nós mesmos, seríamos Deus, porque Ele sim tem toda a eternidade para isso, e toda a inteligência universal para cuidar de cada pessoa e ser que existe, mas vivemos muito pouco para nos centralizar no outro. Portanto, a paixão é um veneno que é plantado no nosso coração, obstruindo o espaço para vivermos o amor, que aí sim é livre, abrangente e sem restrições, e o amor sim é algo que podemos viver mesmo na finitude de nosso tempo, porque o amor é geral e livre, e ele cabe melhor para nossas vidas =).

    Obrigada pelas explicações, que a luz e a bondade do universo estejam sempre em seu caminho!

  3. a vida realmente nos pega de surpresas com este furacao que se chama paixao ,que aparece por pouco tempo nas nossas vidas deixando muita lagrima ,e dor,mais nada como um dia apos o outro, e nos levantarmos a cabeca e deixar a vida nos surpreender com dias melhores, tenho 6 anos que sofro por esse mal mais tenho certeza que meus dias futuros ha de compensar toda a desilusao que passei , vamos agora segurar nas maos de Deus e dar mos a nos mesmos o direito de sermos felizes ,pois o passado nao nos pertence mais e o futuro e o que iremos construir felicidades a todos

  4. O triste é me identificar nessa matéria, é exatamente isso que está acontecendo comigo, eu passava o tempo todo com uma pessoa, amava tudo aquilo, e de uma semana pra outra ela me ignorou totalmente ( a ponto de me virar as costas quando me viu no corredor, sendo
    Que a gente não se largava)
    E agora não tenho vontade de fazer nada, não saio com amigos, evito lugares que me façam lembrar dela- deixei de ouvir muitas músicas, até um jogo de cartas que eu adorava jogar parei, por me lembrar dessa pessoa
    Não sei mas o que fazer
    Está atrapalhando meus estudos, minha vida social… Tudo
    Sinto um vazio horrível, tenho tido pensamentos suicidas, só quero ficar dormindo…

    E tento fingir que está tudo bem, muitas
    Vezes consigo

    • Estou passando por isso. Tudo mudou de repente, e também evito lugares em que me façam lembrar dele, na verdade todos os que eu frequento fazem, mas tento evitar ao máximo estar em todos. Com a força de Deus creio que um dia supera-se essas coisas, mas enquanto não, o jeito é tentar lidar e conviver com elas, o que não está sendo nada fácil.

  5. não existe paixão nem amor, as pessoas existem só para satisfazer suas metas e conquistas.
    não posso afirmar que uma dor que é uma coisa ruim seja associada a uma coisa que dizem ser boa .

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