10
abril

Consumo de álcool entre brasileiros se torna mais frequente, diz estudo

Em seis anos, proporção de pessoas que bebem toda semana subiu 20%.
Quantidade de indivíduos que ingerem bebida alcoólica não teve aumento.

Um estudo publicado nesta quarta-feira (10) em São Paulo mostrou que o consumo de álcool tem se tornado cada vez mais frequente entre os brasileiros. Segundo a pesquisa, a proporção de pessoas que bebem ao menos uma vez por semana – chamados de “bebedores frequentes” pela pesquisa – aumentou 20% ao longo dos seis anos.

O Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) é liderado pelos pesquisadores Ronaldo Laranjeira, Clarice Madruga e Ilana Pinsky, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A primeira edição do Lenad analisou dados colhidos em 2006, e agora, com dados de 2012, os autores puderam fazer uma comparação entre os períodos.

Em 2006, 45% dos adultos entrevistados consumiam bebidas alcoólicas uma vez por semana ou mais. Em 2012, o número saltou para 54%, o que representa um aumento proporcional de 20%. O aumento foi maior entre as mulheres: de 29% para 39%, aumento proporcional de 34,5%.

“Houve um aumento do consumo entre os que bebem. Você tem mais de um milhão de pontos de venda, as pessoas são estimuladas a consumir”, afirmou o pesquisador Ronaldo Laranjeira.

Também houve crescimento no “beber nocivo”, o tipo de consumo mais preocupante para os médicos – que é quando, em um período de duas horas, um homem toma cinco doses de bebida, ou uma mulher toma quatro. “É o abuso que acontece em festas, por exemplo”, definiu Laranjeira.

Em 2006, 45% das pessoas que bebiam apresentavam esse tipo de comportamento. Em 2012, o número passou para 59%.

No entanto, a quantidade de pessoas que bebem mudou pouco nos últimos seis anos. O índice de abstinência, ou seja, de pessoas que não bebem, subiu de 48%, em 2006, para 52%, em 2012, o que os especialistas da Unifesp consideraram uma diferença insignificante.

Políticas públicas
Para Laranjeira, um dos coordenadores da pesquisa, as políticas contra o consumo de álcool precisam ser mais rigorosas. “O mercado do álcool permanece intocado”, definiu.

“A única medida que existe com uma fiscalização efetiva é contra beber e dirigir. Precisa mexer nessa política. O beber nocivo é o mais problemático”, completou.

Nesta área em que houve uma política pública específica, os pesquisadores registraram melhora. Houve diminuição de 21% na proporção das pessoas que disseram ter bebido e dirigido, na comparação entre 2006 e 2012.

A queda foi mais acentuada entre os homens (19%), mas eles seguem como maioria entre os que infringem a lei. Eem 2012, 27,3% dos entrevistados do sexo masculino, afirmaram ter dirigido depois de beber, contra 7,1% das mulheres.

Via: Bem estar

Veja Também:

E se os rótulos de bebidas alcoólicas fossem assim!

Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE, BEM-ESTAR, NOTÍCIAS, SAÚDE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


Comentários via Facebook

comentários



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado