30
março

Áudio do Airbus mostra desespero do piloto: ‘Pelo amor de Deus, abra a maldita porta’

Copiloto da aeronave, que teria derrubado o avião deliberadamente, sofria transtorno de ansiedade generalizada (TAG), segundo jornal francês Áudios captados pela primeira caixa-preta recuperada dos destroços do avião da Germanwings indicam o desespero do piloto da aeronave ao ser impedido de retornar à cabine de comando.

O capitão implora, aos berros, ao copiloto Andreas Lubitz que “abra a maldita porta” “pelo amor de Deus”. Segundo as investigações, Lubitz agiu deliberadamente para derrubar o avião. Foram descobertas também evidências no apartamento de Lubitz em Düsseldorf, e na casa de seus pais, em Montabaur, que indicam que ele estava em tratamento psicológico.

Quando Lubitz já teria acionado o sistema de descida, e os controladores aéreos franceses tentaram, sem sucesso, contatar a aeronave às 10h32, a gravação registra o sinal de alarme automático de perda de altura, revelou neste domingo o jornal alemão Bild.

Imediatamente depois se ouve um forte golpe, como se alguém tentasse abrir com um chute a porta da cabine, e a voz do capitão, Patrick Sondenheimer, gritando: “Pelo amor de deus, abre a porta!”. Ao fundo é possível ouvir os gritos dos passageiros.

Às 10h35, quando o avião ainda estava a 7.000 metros de altura, a gravação registrou “ruídos metálicos fortes contra a porta da cabine” como se ela estivesse sendo golpeada. Noventa segundos depois, a 5.000 metros de altura, um novo alarme é ativado, e é possível ouvir o piloto gritar: “Abra essa maldita porta!”.

Às 10h38, ainda a cerca de 4.000 metros de altura, é possível ouvir a respiração do copiloto, que não diz nada. Às 10h40, o aparelho toca a montanha com a asa direita e de novo são ouvidos gritos dos passageiros, os últimos sons registrados pela caixa-preta.

A gravação resgatada revelou também como o capitão, às 10h27 e a 11.600 metros de altura, pede ao copiloto que comece a preparar a aterrissagem em Düsseldorf, ao que Lubitz responde, entre outras palavras, com um “tomara” e um “vamos ver”.

Após decolar com atraso de Barcelona, o comandante tinha explicado ao copiloto que não tinha tido tempo de ir ao banheiro, e Lubitz ofereceu assumir o comando da aeronave em qualquer momento. Depois do controle para preparar a aterrissagem o copiloto volta a oferecer ao comandante assumir o comando para que ele possa ir ao banheiro. Dois minutos mais tarde, Sondenheimer diz: “Pode assumir o comando”. Então é ouvido o barulho de uma cadeira e da porta se fechando. Exatamente às 10h29 o radar registrou a primeira diminuição de altitude do avião.

Transtorno de ansiedade – O copiloto sofria de transtorno de ansiedade generalizada (TAG), segundo informou neste domingo o jornal francês Le Parisien. De acordo com a publicação, os médicos que o atenderam aplicaram injeções de olanzapina, que tem efeito antipsicótico, e recomendaram que Lubitz praticasse esportes para recuperar a autoconfiança. Lubitz também aparentava ter problemas com o sono, para o que foi recomendado que usasse o antidepressivo agomelatina.

Fonte: Veja (Com agência EFE)

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