31
março

Americana morre ao desistir de tratamento contra câncer para preservar a saúde da filha

A gravidez da americana Elizabeth Joice pareceu um milagre na vida dela. A mulher de 36 anos descobriu um câncer em 2010 e, segundo os médicos, não poderia ter filhos. Mas um mês após descobrir que estava grávida, Elizabeth precisou fazer uma difícil escolha. Ela renunciou ao próprio tratamento para manter a saúde da filha, ainda no útero. A pequena Lily nasceu em janeiro deste ano, dois meses prematura. Elizabeth morreu em março, em Nova York, nos Estados Unidos.

Segundo o jornal New York Post, Liz, como era chamada, descobriu um câncer na coluna em setembro de 2010. No dia em que recebeu o diagnóstico, o então namorado, Max, a pediu em casamento.

- O dia em que o médico nos ligou com os resultados, foi o dia em que a pedi em casamento. Ela disse ‘se for terminal, não lutarei contra. Vamos viajar pelo mundo até que eu não aguente mais’ – contou Max.

Ao ouvir isso, ele foi até a cozinha e voltou com um anel feito com papel alumínio.

- Eu disse que ela não tinha mais a opção de não lutar e a pedi em casamento em seguida. Nos casamos um mês depois.

Elizabeth passou pela quimioterapia e por cirurgias para eliminar o tumor. Três anos depois, os médicos declararam que ela estava livre da doença, mas que dificilmente poderia ter filhos. O casal não se deixou abater.

Pouco tempo depois, Liz engravidou. Mas em menos de um mês descobriu que o câncer tinha voltado. Os médicos aconselharam que ela interrompesse a gestação para se tratar, mas Liz decidiu não se submeter à quimioterapia.

- Ter um bebê era a coisa mais importante no mundo para ela. Ela disse ‘se interrompermos a gravidez agora e mais tarde eu não puder ter um bebê, ficarei devastada’. Ela sabia que poderia ser sua única chance – justificou Max.

A americana passou por uma cirurgia para retirar o tumor, mas a doença já havia tomado outros órgãos. Havia tumores no pulmão direito, coração e abdômen.

Elizabeth Joice com seu marido Max

Se da primeira vez Max não deixou escolha para Liz a não ser lutar pela própria vida, desta vez ele não via saída:

- Dissemos adeus um para o outro. Era algo como um filme. Sentamos ali e choramos. Tentamos contar histórias, falar sobre as coisas boas – relembrou Max.

Liz aproveitou o quanto pôde os primeiros dias de vida da filha e o que seriam os últimos dias ao lado do marido. Ela morreu no hospital, com o Max ao lado.

- Ela tinha essa energia positiva que fazia você querer ser a melhor versão de si mesmo. Ela era intolerante com autopiedade – contou o marido.

A história de Liz e Lily emocionou muita gente, e desconhecidos procuraram a família para fazer doações. Pensando nisso, amigos do casal lançaram uma campanha para arrecadar dinheiro para Lily. :(

Fonte/ New York Post / Extra.globo

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