19
março

Ai, que nervoso!!!

Você ao sair de casa, discute com sua esposa por alguma bobagem. Entra nervoso no carro rumo ao trabalho. Distraído com a discussão, nem percebe que fechou outro carro. O outro motorista coloca a cabeça para fora e grita todos os palavrões que conhece. Seu nervoso virou raiva e estragou o resto do dia. Nada funcionou a contento. O nervoso não saiu, você continuou a tremer por dentro com uma tristeza contínua acompanhada de uma monótona dor de cabeça. Que belo dia, não?

Olhando de fora, foi um dia perdido na existência. Pergunte a um paciente terminal se ele desperdiçaria um dia?
Você pode argumentar que dificilmente alguém poderia ficar bem depois de tanto aborrecimento.

Cairemos numa famosa frase de Sartre: “Não importa o que fizeram com você. Importa o que você faz com o que fizeram com você”. Entendeu?
Por que você deu o direito ao outro de acabar com o seu dia? Ninguém tem este direito. As pessoas podem gritar, espernear, xingar – você escuta se quiser. Você guarda se quiser.
Você pode dizer a si mesmo: “Isto não é meu”, e assim não guardar este sentimento ruim. Afinal, se você ganha um presente e não o aceita, ele pertence a quem? A quem deu, não é?
Então, não é tão importante o que digam, ou o que façam e sim como você recebe isso.

Transforme, transmute essas energias ruins em boas. Quando acontecerem coisas desagradáveis, cante uma canção alegre, recite um mantra, faça uma oração, grite ou faça uma careta bem ridícula na frente do espelho, certamente você vai rir.
A nossa vida é responsabilidade nossa. Como a conduzimos também. Se somos alegres a culpa é nossa, se somos tristes a culpa é nossa também. E não adianta fugir desta responsabilidade.
Precisamos aprender a separar os problemas reais daqueles que criamos e facilmente poderiam ser descartados.
Pergunte a si mesmo: o que está aborrecendo você é realmente um problema ou você está dando mais valor a ele do que deveria? É alguma coisa que você ainda não resolveu? Se estiver na sua mão, mova-se, faça alguma coisa. Aja.

Diferente dos problemas reais, que quando surgem, temos a sensação de que a vida de repente nos deu um pontapé e espatifamos no chão. É quando algo inesperado e muito ruim acontece, algo que não temos controle, como uma perda, uma morte, uma doença grave, etc. Nestas horas não adianta negar o sentimento, se você está triste, está triste e ponto final. Estas dores fazem parte de ser humano, assim amadurecemos, endurecemos, criamos casca.
Então pergunto: se já temos que passar por estas dores porque ficar criando outras? É melhor aproveitar a vida, não se aborrecer com pequenas coisas, e você vai perceber que quase tudo que aborrece são pequenas coisas.

Escrito por Maria de Fátima Hiss Olivares

Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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