24
setembro

Aceitação para amenizar o mal.

A aceitação nos permite amenizar o mal que não conseguimos controlar nem evitar. A vida é cheia de desacertos. Não dá pra acertar sempre, e os resultados são influenciados por fatores totalmente fora do nosso controle.
Temos que aceitar.

Aceitar não significa resignação, apatia ou imobilização. A vida é movimento e temos que correr atrás dos nossos sonhos. A aceitação é fundamental quando tratamos das coisas que estão fora do nosso controle.

Dispendemos uma energia enorme nos aborrecendo ou querendo modificar o que não está no nosso alcance.

A aceitação nos livra de tanto sofrimento em todos os setores.

Sofremos muito porque não nos aceitamos, e não aceitamos a nossa condição. Queremos melhorar, certamente, mas há tantos aspectos da nossa própria vida que não temos como modificar. Inútil ficar lutando contra isso tudo – dar murro em ponta de faca.

Não seja tão dura consigo mesma, e aceite mais o mundo que te cerca.

Um olhar positivo te permite aproveitar tanta coisa boa que acontece todo dia.

Esteja aberta para o bem, aceite a vida e ela te retribuirá com a abundância que lhe é peculiar.

Nunca, em nenhuma hipótese, pense o mal de si mesmo, se odeie e se recrimine. Aprenda a se amar, incondicionalmente.

Há uma diferença básica entre resignação e aceitação, e vale à pena discorrer um pouco.

A resignação é a derrota, mesmo sem se armar para a luta, é a desistência sem ao menos tentar. Largar de mão, abandonar as suas próprias responsabilidades, aceitar a sua condição, principalmente naquilo que está na sua responsabilidade mudar.

Podemos nos resignar ao alcoolismo, à ignorância, e reputar isso tudo à má sorte e ao destino.

Podemos no entanto, aceitar aquilo que está fora do nosso controle e se levantar, e atacar com coragem, honestidade e cabeça erguida tudo aquilo que podemos modificar.

O resultado da aceitação é a revelação de um mundo belo e generoso, e ainda, a descoberta de um ser forte, capaz e resiliente que somos nós mesmos.

R.S. Beco

Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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