10
novembro

A paciência nos ajuda a ter relacionamentos amorosos mais felizes

Tenho uma amiga que é especialista em se apaixonar. Ela mesma se rotula “uma trágica romântica”. Atrai um homem com a maior facilidade, apaixona-se perdidamente por ele e,
a seguir, rejeita-o por causa de alguma imperfeição fatal: ser jovem demais, baixo demais, não ganhar bastante dinheiro, e por aí afora.

Uma vez ela me disse que não conseguiria casar com o homem com quem estava saindo porque ele deixava a toalha molhada no chão do banheiro! Eu costumava considerar bobos alguns de seus motivos, mas acabei chegando à conclusão de que eles se resumiam num só: ela não amava suficientemente a pessoa para aceitar suas falhas.

Por algum motivo, nenhuma delas provocava a sua capacidade de exercer a paciência. Fundamentalmente, você não pode amar sem praticar a paciência. Como a minha amiga vivenciou inúmeras vezes, você pode se apaixonar, viver aquele período de exaltação em que o cérebro inunda seu corpo com endorfinas, e tudo parece ser possível. Mas essa incandescência inevitavelmente diminui e você, com todas as suas idiossincrasias, se vê frente a frente com outro ser humano com todas as suas peculiaridades. Nesse momento, se vocês estão tentando negociar uma vida a dois, é que ocorrem os atritos e que a paciência entra em ação.

Durante o longo percurso de um relacionamento, passamos boa parte do tempo convivendo com os defeitos do outro: ele palitar os dentes em publico; ela ser uma consumidora compulsiva; as roupas dele nunca combinarem e ele sempre se atrasar para os compromissos; ela se pendurar no telefone com as amigas em vez de ficar vendo televisão com ele.

As pessoas são capazes de mudar, mas só até certo ponto, e raramente tanto quanto gostaríamos. O segredo da felicidade está em achar graça nessas pequenas características e carinhosamente começar a expressar aquilo que nos incomoda excessivamente. Só mesmo o amor é capaz de nos ajudar a transportar barris cheios de paciência para aquelas ocasiões em que ele conta a mesma piada que você já ouviu duzentas vezes, ou ela chega em casa cheia de sacolas de compras outra vez.

O que é fascinante sobre a paciência no amor é que, quando aceitamos o outro como ele é de fato, aumentamos a possibilidade de uma mudança. Isso ocorre porque, quando nossos parceiros nos aceitam como somos – com qualidades e defeitos -, nós nos sentimos seguros e acolhidos, o que promove mudança e crescimento. Esta aceitação só se dá quando há paciência.

A paciência aumenta também as chances de duração de nossos relacionamentos. Em um estudo sobre adultos que tiveram um aproveitamento escolar baixo quando estavam no ensino médio (caracterizado pela baixa persistência) descobriu-se que eles apresentavam 50% mais de chance de se divorciarem nos treze anos após o término do curso do que seus colegas de classe.

Isto significa que as pessoas que não usam a paciência em uma determinada área tendem a desislir do amor mais cedo do que aquelas que aprenderam a persistir em outras situações. A paciência é a liga que mantém o amor unido e que suaviza as arestas, permitindo assim que este amor cresça e se desenvolva.
Trecho do Livro O Poder da Paciência M. J. Ryan

Publicado em ARTIGOS, AUTOCONTROLE por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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comentários



11 ideias sobre “A paciência nos ajuda a ter relacionamentos amorosos mais felizes

  1. Amei, muito bom o post!!

    Sofria muito com isso e hj sou bem melhor, bem mais paciente.
    Aprendi com o tempo e com os problemas que a minha falta de paciência causava.
    Realmente quando você ama o suficiente, você atura, suporta mais os defeitos de quem está ao seu lado e afinal quem não tem defeitos…
    Aprendi que não sou perfeita e não adiantou nada eu ter criticado tanto, só nos entristecíamos mais.

    Abraços!

  2. Gostei, sou um poço de paciência hoje e convivo bem com as pessoas e suas peculiaridades, assim como elas convivem com as minhas, muito bem explanado o texto!

  3. nao sou paciente, ou talvez ate demais….brigo muito com meu namorado por poblemas do passado e que ainda hj me atormentam….pra piorar ele é muito grosso….e me agredi com palavras quando chateado…coisas fortes, nao palavroes, mas me trata como uma qualquer…..isso me aborrece muito, e me faz perder as estribeiras e com isso falar demais e n deixa-lo ir…..forço a barra…..preciso de ajuda….preciso muito de ajuda….o amo, ele diz q me ama, nao quero perde-lo…..mas sofro muito com a forma q ficamos quando brigamos….e pra falar a verdade, brigamos sempre.

  4. Isso é realmente verdade, estou passando por isso e sei que não é fácil pois, nunca tive paciência pra nada mas estou entendendo que se eu não começar a ter vou me prejudicar.

  5. Por causa da minha falta de paciência eu terminei um namoro de 4 anos, os melhores anos da minha vida, tirando as brigas me identifiquei muito com algumas pessoas que descreveram sua relação. Acredito que melhorei um pouco, nao muito, acredito que meu gênio seja muito forte até de mais e como a leticia disse eu tbm precisei de ajuda, fui ao psicologo, psiquiatra em tudo, mas como terminei o relacionamento não voltei mais atras, só que esse meu estresse está me fazendo afastar ate de alguns amigos e isso eu não quero pra mim o melhor que eu acredito a todos é buscar se distrair com algo, algo que goste e dê prazer

  6. Eu me acho ate paciente demais porque fui casada quinze anos aturando um homem grosso,que me tratava mal,e me traia no começo foi tudo flores depois que tive os filhos ele mudou,eu tinha paciencia demais tentava um dialogo,mas nao tinha jeito,alem de ser ciumento,tambem eu acho que paciencia tem limites

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