31
agosto

Imperfeitamente Perfeitos

Somos bombardeados diariamente com modelos de perfeição: o modelo famoso, o galã da novela das oito, as roupas da moda, o carro do ano, o empresário rico, pessoas bem sucedidas esbanjando simpatia, etc… Vendo tudo isso, é fácil pensarmos que todos eles são perfeitos e nós os errados, os imperfeitos.

Além da cobrança interna pela perfeição, ainda temos a cobrança externa: é a mãe exigindo melhores notas (“só aceito nota 10″), é o chefe cobrando um desempenho sobre-humano, é a namorada que quer ir aos melhores restaurantes, sendo que o salário não dá para isso. Percebeu como funciona? Somos cobrados para ser o que não somos.
Nós somos seres humanos, imperfeitos, cheios de erros, ainda bem. Somos feitos de opostos que funcionam juntos o tempo todo formando o nosso equilíbrio.

Somos bons e maus, preguiçosos e trabalhadores, amorosos e raivosos, corajosos e medrosos, tudo depende do momento. Pensem no conceito de sombra e luz. Todos temos um lado luz e um lado sombra. Como seria um quadro feito só de luz? Uma tela pintada de branco. E um quadro feito só de sombra? Uma tela pintada só de preto. O que faz um quadro ser lindo é a mistura de sombra e de luz.

Em todas as culturas vemos ensinamentos para aceitarmos estas dualidades que fazem parte da alma humana. O símbolo do yin/yang é uma destas representações. Aceitando estes princípios conseguiremos uma forma mais coerente de viver.
A busca pela perfeição faz com que o ser humano se distancie do que ele é de verdade, do seu verdadeiro eu, para buscar algo que não existe. Não aceita o que é. Como gasta muita energia buscando algo que é impossível de alcançar, está sempre insatisfeito.
Geralmente estas pessoas são muito rígidas consigo mesmas e com os que estão perto. São muito críticas. De que adianta? Perfeito só Deus. Quem busca a perfeição está querendo tomar o lugar de Deus.

Buscar melhorar-se a cada dia é uma busca saudável, enquanto buscar a perfeição pode levar a uma bela depressão ou a um transtorno do pânico.
Devemos nos aceitar incondicionalmente, somos perfeitamente imperfeitos.

Escrito por M. de Fátima Hiss Olivares

Publicado em ARTIGOS por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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