22
janeiro

Como decidir se uma relação vale a pena?

Como prometido, falarei essa semana sobre diversos aspectos de relacionamentos a dois, casaisinhos, uniões entre dois seres humanos, em fim, vocês entenderam. O primeiro tema, que alias foi-me sugerido por uma amiga a meia hora atrás é: como decidir se uma relação vale a pena?

Muitas pessoas tem a mania de achar que parceiros(as) tem que ter personalidades/interesses/amizades iguais as delas para a coisa funcionar, mas na verdade isso não faz muita diferença.

Se duas pessoas se gostam, existe algo em comum entre elas, e isso é fato, independentemente de elas saberem explicar o que é ou não. Muitas vezes isso pode ser resumido em “uma conexão” que existe entre as duas partes e, é justamente por ela existir que a relação  acontece e flui.

O que realmente faz a diferença quando se pensa sobre o quanto um relacionamento vale a pena são as atitudes de cada pessoa para consigo mesmas e seus parceiros.
Se você tem uma vontade muito grande de crescer na vida e está construindo uma base para si, e começa a sentir que o relacionamento não acompanha pela falta de interesse do seu parceiro na própria vida e crescimento, é fundamental que vocês conversem sobre o assunto e, caso não haja mudança, que você comece a tocar seu barco pra outra praia, afinal, se o cara não se importa com a própria vida, o que te faz pensar que ele se importaria com a sua ou com uma vida em conjunto, que é construída pela junção de vocês dois? Nada, né? então.

Nesse ponto as pessoas sempre me questionam sobre minha inflexibilidade, já que os relacionamentos devem ser feitos com paciência e cuidado um com o outro, e minha atitude de sugerir o término parece radical. O fato é que ela não é: eu jamais disse que caso o parceiro queira mudar e haja nesse sentido deve-se joga-lo fora, mas penso que não devemos querer algo por alguem antes que a pessoa o queira, e muito menos devemos parar nossa vida só porque esse querer não acontece da parte dela.

Do mesmo modo, todo o relacionamento que é unilateral precisa acabar. Ou seja: se você faz tudo por alguem e a pessoa não assume responsabilidades por você ou não hage da mesma maneira, entregue-lhe um mapa mundi e siga sua vida, até porque, nesses casos, a dúvida sobre a relação é a maior prova da ineficiencia ou negligência de seu parceiro em mudar para melhor.

Para resumir tudo isso: Interesses, amizades e personalidades podem se adaptar, mas carater, responsabilidade e maturidade são pré requisitos para qualquer relação decente. Façam o que lhes trás felicidade, e lembrem-se que só vocês podem achar esse caminho em suas vidas.

Mauricio Almeida

Cego de nascença, Maurício Almeida, 18, cresceu lutando por autonomia, foi estudar nos Estados Unidos, montou sua empresa e, hoje, divide suas experiências na internet.

Publicado em ARTIGOS por Rodrigo Oller. Marque Link Permanente.


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